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Plano de Acção

PLANO DE ACÇÃO | CARTEIRA DE SERVIÇOS

Rede Social - CLAS

Projeto – Família de Acolhimento a Idosos: Acolher e Cuidar com Qualidade

A promoção de um envelhecimento saudável é uma preocupação constante. O Plano Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas refere a necessidade do envolvimento da comunidade, numa perspectiva partilhada e dinamizadora de acções, para a promoção de um envelhecimento saudável. Assim com o aumento tendencial da proporção de Utentes Dependentes, maioritariamente idosos, esta é uma das respostas que existe na comunidade – as Famílias de Acolhimento. A nossa intervenção será dirigida ao Prestador de Cuidados Formais a Idosos (PCFI), inserido na Família de Acolhimento (FA), referenciadas pela Segurança Social e ou Unidades Funcionais, face a necessidades formativas específicas, de forma a promover o conhecimento e o cuidar com qualidade. 

População Alvo: os Prestadores de Cuidados Formais a Idosos, inseridos nas Famílias de Acolhimento, da área geográfica de abrangência da UCC Amares, referenciadas pela Segurança Social e ou Unidades Funcionais, com necessidades de formação específica.

Projeto – Cuidadores Informais a Idosos – Encontro de Partilha

Constata-se um aumento tendencial da proporção de Utentes Dependentes, maioritariamente idosos. Cuidar de um idoso com estas características exige de quem cuida, solicitações variadas, podendo desenvolver e/ou conduzir a situações stressantes. Assim encontrar formas/estratégias de apoio a estes Cuidadores, é facilitador de partilha e de resolução de problemas no contexto quotidiano. Dado o exposto é prioritário dirigir a nossa intervenção aos Cuidadores Informais a Idosos (CII) do Concelho de Amares, no âmbito de “Encontros de Partilha” - de experiências inter - Cuidadores Informais e numa perspectiva de humanização no cuidar e no cuidar de quem cuida. Far-se-á a articulação com a UCSP para a respectiva identificação dos Cuidadores Informais, na área de abrangência da UCC Amares.

População Alvo: os Cuidadores Informais de Idosos da área de abrangência da UCC Amares.

Rendimento Social de Inserção (RSI)

Projeto: Saúde a Promover, Responsabilidade a Ter  

O Rendimento Social de Inserção é um instrumento das políticas de combate à pobreza, tendo como principal objectivo assegurar aos cidadãos e aos seus agregados familiares, recursos que contribuam para a satisfação das necessidades mínimas essenciais e, paralelamente, favorecer a progressiva inserção social, laboral e comunitário, respeitando os princípios de igualdade, solidariedade e justiça social. Permite, igualmente, conferir às pessoas e aos agregados familiares apoios adaptados à sua situação pessoal, que contribuam para a satisfação das suas necessidades e favoreçam a progressiva inserção laboral, social e comunitária.

População Alvo: as famílias beneficiárias de RSI, com acordos de inserção na área da saúde, inseridas na área de abrangência da UCC Amares.

CPCJ e NACJR

Aos serviços de saúde é incumbida a missão de conhecer os riscos de carácter psicossocial existentes no quotidiano das populações a quem prestam assistência. Deste modo, é inerente a detecção precoce de contextos, factores de risco e de sinais de alarme, neste âmbito, para o atempado acompanhamento dos mesmos e respectivas famílias.

Embora exista já algum trabalho desenvolvido neste sentido, é importante provir acções planeadas que possibilitem responder de forma mais efectiva às necessidades da nossa população.

População Alvo: as crianças e jovens (até aos 18 anos) em risco e respectivas famílias, referenciadas pela CPCJ/NACJR na área geográfica da UCC Amares.

Intervenção Precoce

A exposição da criança a agentes de natureza biológica ou ambiental irá interferir com o seu normal desenvolvimento, onde se pode associar a pobreza, o baixo nível sociocultural e a psicopatologia familiar como factores de predisposição para um desenvolvimento mais lento, constituindo uma situação de alto risco para criança. Este programa pretende identificar, sinalizar e proporcionar condições favoráveis de desenvolvimento às crianças até aos 6 anos de idade com limitações funcionais, físicas ou com risco de grave atraso de desenvolvimento.

População Alvo: as crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 6 anos de idade e respectivas famílias/cuidadores, residentes na área geográfica da UCC, que apresentem alterações no seu desenvolvimento psicomotor ou se encontrem em situações de alto risco para as vir a ter.

Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI)

No Decreto-Lei nº 101/2006 de 6 de Junho que cria a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados são definidos os cuidados continuados integrados como “o conjunto de intervenções sequenciais de saúde e ou de apoio social, decorrente da avaliação conjunta, centrados na recuperação global entendida como o processo terapêutico e de apoio social, activo e contínuo, que visa promover a autonomia melhorando a funcionalidade da pessoa em situação de dependência, através da sua reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social”. Assim a RNCCI tem por base um modelo de intervenção integrada e articulada, de onde constam vários tipos de unidades e equipas dedicadas à prestação de cuidados de saúde e ou de apoio social, em apoio domiciliário ou em internamento. Nesta rede está prevista uma Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), multidisciplinar e vocacionada para a prestação de cuidados de saúde no domicílio.

A ECCI foi aprovada pela ECR e já se encontra em funcionamento desde 22 de Novembro de 2010.

Saúde Escolar

Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE)

A intervenção comunitária tem por objectivo a promoção da saúde e prevenção da doença nas diferentes comunidades onde ela vai actuar.

Na Unidade de Cuidados na Comunidade vamos poder satisfazer as necessidades da comunidade escolar através de uma relação de proximidade e atitude inovadora, respondendo de uma forma abrangente e eficaz. O seu principal objectivo vai incidir na capacitação dos principais actores, Alunos, Professores, Pais, Pessoal Não Docente e demais profissionais, para poder compreender e responder às exigências da sociedade actual e do meio em que estão inseridos, tendo por base de trabalho o Programa Nacional de Saúde Escolar.

            No Plano Nacional de Saúde (PNS) 2004/2010 (pág. 46) pode-se ler “O apoio ao desenvolvimento curricular da promoção e educação para a saúde, pelas equipas de saúde escolar, cobre áreas tão diversas como a educação alimentar, vida activa saudável, prevenção da violência, educação para a cidadania e educação sexual e afectiva, SIDA, consumos nocivos, com destaque para o consumo excessivo de álcool, tabaco e drogas, nos diferentes níveis de ensino.”

População Alvo: a área  de  abrangência  da  UCC  contempla  um  Agrupamento de Escolas, uma Escola Secundária, uma Escola Profissional e uma IPSS’s, tendo alunos desde o Jardim de Infância até ao 12º ano. 

Programa Nacional de Saúde Oral (PNPSO)

Projeto: Sorrisos Brilhantes/Prevenção de doenças orais

As metas da OMS no âmbito da saúde oral para 2020 requerem um empenho reforçado dos profissionais de saúde e de educação em acções de promoção da saúde e prevenção das doenças orais.

Neste sentido, em Portugal, “O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral desenha uma estratégia global de intervenção assente na promoção da saúde, prevenção e tratamento das doenças orais, desenvolve-se ao longo do ciclo da vida e nos ambientes onde as crianças e jovens vivem e estudam”.

No que respeita à promoção da saúde oral em contexto escolar, a UCC Amares propõe-se através do Projecto Sorrisos Brilhantes contribuir para a capacitação dos alunos na aquisição de comportamentos saudáveis relacionados com a alimentação e a escovagem dos dentes.

População Alvo: os alunos do 1º Ciclo e Jardins de Infância.

Programa Nacional de Saúde Reprodutiva (PNSR)

Projeto: Do Germinar ao Florescer dos Pais

Todo o casal que vivência uma gravidez cria expectativas e uma imagem ideal do futuro filho. A adaptação à maternidade/ paternidade não é um processo intuitivo mas sim um processo de aprendizagem. Na Circular Normativa nº 2/2006 da ARS – Norte - IP a Preparação para o Parto e parentalidade é reconhecido como direito de todas as grávidas/casais. Pretende-se promover a participação activa e consciente do casal na vigilância da saúde durante a gravidez, parto, puerpério e partilhar experiências.

População Alvo: as grávidas/casais, com critérios para frequentar o curso de Preparação para a parentalidade, inseridas na área geográfica abrangida pela UCC.

Projeto: (Re)Aprender a qualidade da Amamentação

O aleitamento materno é um acto comportamental. Deve ser adquirido e aprendido. Por serem inquestionáveis as vantagens do leite materno, em questões de Saúde Publica levou varias organizações nacionais e internacionais dentro das quais a OMS e a UNICEF a considerem a amamentação como sendo o melhor começo de vida da criança. Segundo as referidas instituições deve ser mantida nos primeiros 6 meses de vida e prolongar-se até aos 2 anos ou mais. Para além da sua promoção, iniciada na preparação para a parentalidade e durante a gravidez será mais do que apoiar. É proteger a amamentação perspectivando ganhos em saúde.

População alvo: Todas as mulheres que amamentam, ou manifestam o desejo de amamentar, inseridas na área geográfica abrangida pela UCC.

Projeto: Amamentação e Cuidadores Formais

O regresso ao trabalho, da mulher que amamenta, apesar de protegido pela lei acarreta algumas dificuldades relativas à manutenção do aleitamento materno, as quais, podem ser reduzidas pela sua conservação. Este pode ser fornecido por outras pessoas na ausência da mãe. Assim e atendendo a que o manuseamento e conservação do leite materno incluem alguns conhecimentos e algumas capacidades aos quais os cuidadores formais devem ter acesso, pretende-se dotar a comunidade das amas e pessoal das creches, que manipulam leite materno, com conhecimentos, capacidades e habilidades, preparando-as para esta prática.

População Alvo: as amas afectas à Segurança Social, na área de abrangência da UCC Amares. As duas (2) creches afectas às IPSSs inseridas na área de abrangência da UCC.

Projeto: Depois do parto (Re) Descobrir a forma*

A recuperação pós parto compreende uma serie de exercícios físicos orientados para o fortalecimento dos músculos abdominais, intercostais, peitorais e pélvicos, cuja importância se traduz por benefícios na tonicidade muscular. Consequentemente ajuda a mulher a reconquistar mais facilmente a forma, a confiança e a auto estima, melhorando a qualidade de saúde da mulher.
 
População alvo: Todas as puérpuras da área geográfica abrangida pela UCC.

Reabilitação

Projeto: Reabilitar o utente/família pós-AVC

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença que surge subitamente e que pode acarretar perturbações da consciência/orientação e perda da capacidade funcional, como alteração da força e do tónus muscular, alterações sensitivas e proprioceptivas, alterações da linguagem, da comunicação, da acuidade auditiva e visual, da eliminação vesical e intestinal e incapacidade para desempenhar as actividades de vida diárias (WHO, 2007).

De acordo com a Direcção Geral de Saúde (2010), o AVC é a primeira causa de morte e de incapacidade permanente em Portugal.  

A prestação de cuidados de Enfermagem de Reabilitação ao utente com AVC, iniciada ainda no hospital, deve ter continuidade quando a pessoa regressa à comunidade, de forma a promover a máxima independência funcional e sócio-familiar do indivíduo, pois a reabilitação define-se “(…) como o desenvolvimento de uma pessoa até ao mais completo potencial físico, psicológico, social, profissional, não profissional e educacional, compatível com o seu comprometimento fisiológico ou anatómico e limitações ambientais.” Delisa, Martin e Currie (1992:3).

O papel dos enfermeiros de reabilitação na comunidade, tem uma importância relevante pois irá permitir a adequação dos cuidados às reais condições da pessoa, família e ambiente, contribuindo para a adesão ao programa de reabilitação, para que os ganhos possam ser mantidos e/ou melhoradas as condições de vida do indivíduo (Andrade & Chianca, 2007).

População Alvo: todos os utentes inscritos no Centro de Saúde de Amares, que tenham sofrido AVC há menos de 3 meses, e que apresentem um score inferior a 40 na Escala Medida de Independência Funcional e inferior a 55 na Escala de Barthel. 

Projeto: Reabilitar a criança com patologia respiratória aguda*

Cada vez mais se observa um aumento da incidência de doenças respiratórias, agudas na criança, como o derrame pleural, o pneumotórax, a bronquiolite ou a pneumonia, associado à contaminação ambiental, à entrada cada vez mais precoce das crianças nas creches e à grande variedade de vírus e bactérias, entre outros fatores.

De acordo com Benício, et al. (2000) estima-se que nos países em desenvolvimento, “(…)  25% a 33% do total das mortes observadas nos cinco  primeiros anos de vida sejam causadas por infeções respiratórias agudas.”

A bronquiolite, mais frequente até aos dois anos de idade, e a pneumonia bacteriana, mais frequente até aos cinco anos, são responsáveis por milhares de internamentos hospitalares anuais, e são causadoras de complicações como atelectasias, bronquiectasias, e derrames pleurais entre outras (Carvalho, 2011).

Assim sendo, a promoção da saúde e a prevenção de infeções respiratórias e/ou das complicações que estas podem acarretar, assumem um papel preponderante na qualidade de vida das crianças e dos seus pais, e traduzem ganhos significativos para a sociedade, na medida em que permitem poupar custos nas hospitalizações, reduzir a ausência laboral dos pais e reduzir a morbidade na primeira infância associada às doenças respiratórias agudas.

A Reeducação Funcional Respiratória é fundamental na melhoria da qualidade de vida das pessoas portadoras destas patologias. Como tal, deverá ser implementada numa fase tão precoce quanto possível como forma de prevenção das complicações; na fase sintomática para alivio dos sintomas; e numa fase mais tardia, quando as complicações já estão instaladas, com o objetivo de as minimizar e promover o conforto e bem-estar.

Os principais objetivos da Reeducação Funcional Respiratória são melhorar a ventilação alveolar e as trocas gasosas, através da prevenção e correção de alterações músculo-esqueléticas, da redução da tensão muscular e psíquica, da permeabilização das vias aéreas, da prevenção e correção dos defeitos ventilatórios, da reeducação no esforço e da melhoria da performance dos músculos respiratórios.  

 É neste contexto que pretendemos implementar o programa de cinesiterapia respiratória, de forma a promover a saúde destas crianças e família.

 

População Alvo: Todas as crianças inscritas no Centro de Saúde de Amares, com patologia respiratória aguda ativa, com o diagnóstico confirmado de uma das seguintes doença respiratórias agudas: derrame pleural, pneumonia, pneumotórax ou bronquiolite.


* Aguardam aprovação.
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